terça-feira, 13 de abril de 2010

Tchilar Maningue

Que raio...
Dei por mim a pensar, como é que eu não fiz ainda este post tão óbvio??
Tchilar Maningue, as palavras que fizeram o meu blog acontecer. Isto sem dúvida que daria "pano para mangas", muito há para contar...
É um momento curioso para eu me lembrar de escrever sobre este tema, pois entre os mais variados factores, encontro-me quase a meio da experiência sobre a qual tenho escrito ao longo de todos estes post's, e, ao deparar-me com esta consciência, dou por mim a olhar para o calendário e a contabilizar os dias que restam....
Mais curioso ainda é, hoje durante o decorrer do dia, no meio da agitação de rotina,  sem qualquer relação (pelo menos consciente), ter comprado um relógio de pulso a um "bro" (certamente falsificado ou contrabandeado), logo eu que detesto usar relógio...
Consigo sentir que estou a viver um sonho e ele é real!
Estando aqui, consigo estar longe, como também ir para longe de mim, e onde quer que esteja, sinto-me bem!
Há qualquer coisa de leve...
Já nem sei como retomar deste divagar...
The clock is ticking
O tempo é o meu pior inimigo!

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Mais coisas giras...

Deixando-me de contar histórias, passo a falar de fragmentos.
Continua a ração de atum com grande frequência, continua o calor, apesar de o tempo ter arrefecido um pouco e de os Moçambicanos se queixarem de frio.
Entrei para um ginásio (esta é espectacular)...
O meu ritmo de trabalho e consequentemente de dia-a-dia mudou um pouco, cansado de andar a encher chouriços (vida de estagiário), virei-me para o meu chefe e disse-lhe literalmente que: "qualquer dias abres uma charcutaria à porta da empresa só com os chouriços que eu para aqui ando a encher".
Resultado, levei logo com dois estudo para cima, para abrir a pestana que até estala (como diz alguém que eu conheço). Está a ser mais interessante, acho que se adequa mais ao meu ritmo e ao meu perfil, embora eu ache que ainda não fiz nada do outro mundo...
A consequência desta mudança é que voltei a não ter uma rotina muito certa de horários, são 21:05 aqui e estou na empresa a escrever-vos esta mensagem de fugida, enquanto espero que dois dos nossos inquiridores acabem o seu trabalho.
A media de saída da empresa passou a roçar as 22h, tendo picos pontuais de 3h da manhã e o horário de entrada passou a ser às 7h (isto inclui fins de semana), mas estou a gostar mais.
Com estes horários, não tenho ido ao ginásio pois não tenho tido tempo (e sinto falta), mas para compensar, o elevador do meu prédio avariou e a minha ginástica diária passou a ser "Step" de 11 andares...
As ratazanas continuam por ai, polulam como coelhos. Convivemos com elas num limbo delicado de quem sabe que o adversario se encontra na eminencia de se apoderar da cidade.
Uma noite destas ia a entrar em casa por volta das 3h da matina e sai uma disparada de um compartimento ao lado do elevador do predio, em direcção à garagem que parecia um lobo. Ainda tive de me desviar que ela vinha toda lançada de unhas a derrapar no ladrilho e ainda se despistava contra mim...
Falando em casa, 4 bichos (somos nós) a habitá-la, a consumir água e luz, com uma maquina de lavar que anda todo o santo dia, ar condicionados e afins, creio que pagámos uma conta correspondente a 30€ (que é dividida por 4) de água e luz somadas, este mez passado.
NICE!

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Tofo (Maré de azar - Parte II)

Este mau Karma teima em não ir embora de vez...
O fim de semana passado deu direito a uma ida ao Tofo na província de Inhambane, cerca de 600Km a norte de Maputo.
Andei toda a semana de trabalho a contar os segundos que faltavam para chegar o fim de semana e a projectar na minha cabeça todo o potencial de prazer que este poderia alcançar.
No entanto, chegada a sexta feira, o meu Karma de azar voltou a evidenciar-se, começando com uma saída atropelada de Maputo, correndo para as pessoas que me esperavam à uma hora, tendo abandonado o escritório após ter levado uma chicotada psicológica do meu chefe relativa a trabalho....
PRECISO DE SAIR!!!
A ideia de fazer estrada ao volante de uma qualquer jipanga África a fora, musica, amigos e um destino paradisíaco no final, já me estava a deixar a espumar da boca...
Mais tarde do que previsto, para uma viagem que em condições normais demora 7/8horas, arrancamos depois de termos formado a "nossa" parelha entre os carros disponíveis.
Eram vocês mesmo garotas, com quem eu queria "ir embora", com quem eu "queria dar o fora", eram vocês que eu queria naquele carro para fazer aquela viagem a cantar o “Quotidiano” a plenos pulmões, convosco, com o Caetano e com o Chico "EU QUEEEERO QUE VOCÊÊÊÊ VENHA COMIGO"…
Andei durante a semana toda com a música na cabeça e a imaginar o momento em que a pudéssemos cantar...
Por mim, ela foi cantada para vocês!
Foi alto clímax que encetava um fim de semana em grande, mas, este momento de êxtase culminou quase de imediato com o motor do carro partido!
O V6 gripado no meio do nada quase a 100 km de Maputo, provocou um enorme galo na minha expectativa!
Por causa desta peripécia que implicou reboque atracado a outro jipe, meninas a apanhar boleia durante centenas de km's nas caixas abertas de pickup's, cerca de 3 horas na Manhiça a beber Laurentinas e a pensar no sucedido com cara de tacho à espera de uma boleia que "há de vir", lá chegamos ao Tofo cerca de 14horas depois de termos partido de Maputo (o novo amigo Libanês que nos deu boleia, era muito cuidadoso com o carro...).
...viagem feita de noite, quadruplicando a exigência necessária, andarmos no limiar de ficar sem gasolina às 2h da manhã no meio do nada, são outras peripécias menores que também se incluem...
A chegada mereceu um mergulho delicioso no mar.
Lá nos instalamos num backpacker's feito, nada mais nada menos, do que na duna da praia. A cabana/palhota albergava um beliche e duas camas, ventoinha sempre ligada para haver ar a circular, areia fina ao abrir a porta e areia fina a fazer de soalho desta nossa "casa".
No dia seguinte, tentei ir nadar com tubarões baleia (uns bicharocos com modestos 20 metros), mas tive azar, o dia estava encoberto e o mar um pouco batido, dificultando a percepção de onde andava esta fauna.
Valeu o passeio de barco e as braçadas dadas junto de uma raia bem grande.
Praia, praia, praia, uma enorme praia e muito pouco povoada, era tão bom que quase que saturava. Tivemos de a abandonar para descobrir outro lugar, e assim, do Tofo fomos até à Barra onde nos instalamos na piscina do bar do resort Flamingo's, a bebericar caipirinhas com um cenário de por do sol magnifico.
Sempre em festa, acompanhados também de uma nova amiga Dinamarquesa que falava Brasileiro (ela e a Lena, eram as duas garotas com a forma de falar com mais charme do Tofo), fomos arrasando à passagem, primeiro com a "Casa de Comer" onde jantamos entre quadros e depois a casa onde o Jean e a sua Cia. Lda. estava instalada, regressando por fim já cansados às nossas palhotas, não sem antes passar novamente pela praia para novo mergulho nocturno, desta vez pelado!
No dia seguinte entre praia e mais praia, quedamo-nos durante umas horas numa espécie de piscina natural de água quente, que na praia se formava e ali ficámos numa inércia deleitosa, a perder as inexistentes forças para voltar para Maputo.
8 horas de viagem e trazem-nos de volta à realidade no bater da meia noite.
Xixi e cama (exaustos), que amanhã retoma-se o ritmo de trabalho.
"Amigas"
Por do Sol e Caipiras na Piscina @ Flamingo's (Barra)