Lagartões a banharem-se ao sol pelos troncos das árvores da cidade…
Lixo por todo o lado, valas e esgotos a céu aberto que são autênticos playground’s aquáticos para meninos de rua encalorados...
Muita miséria pelas ruas, gente muito pobre, descalça ou a vender ténis recauchutados, já muitíssimo usados...
Ratos de porte capaz de intimidar muitos coelhos...
Vêem-se frequentemente pobres tartarugas à venda junto à esplanada do piripiri entre batiques, telas pintadas à mão e fichas triplas com uma “rodagem” já considerável...
É necessário ter muita atenção onde pomos os pés pois há buracões enormes semeados pelas ruas, bem capazes de fazer desaparecer uma pessoa...
O peão nunca em circunstancia alguma tem qualquer prioridade em relação a um carro. Para quem conduz não existem peões, estejam eles no meio da estrada ou não....
É mesmo necessário ser-se cauteloso neste aspecto e para ajudar ao festim, conduz-se à direita, os sentidos são ao contrario o que nos troca um pouco as voltas ao querermos atravessar uma rua, tendendo sempre a olhar para o lado errado...
O Moçambicano de um modo geral é discreto, comedido, educado e muito sensível a palavrões, coisa que nós portugueses (principalmente a malta do norte), usamos a cada virgula.
Do pouco que tenho visto, são extremamente talentosos tanto na música, como na pintura e como na escultura.
São afáveis, lentos (tudo é feito com muita calma, “há de se fazer”, “há de se lá chegar”, não é “ali” que dizem mas sim “é lá”) e a sua forma de estar no relacionamento interpessoal e no à vontade com o contacto físico, reflectem o slogan da maior operadora de telemóveis do país “Estamos Juntos”!














tenho bastante curiosidade em visitar Moz. A minha melhor amiga é de Maputo e tenho um bom conjunto de anos de memórias semeadas por ela. É bom partilhares com a malta de cá a tua visão das coisas sobre Moçambique. Ainda estou para escrever sobre Cuba, mas só cheguei há um mes e meio. E vejo que não terei tempo, dentro de pouco tempo estarei em Nova Iorque para mais uma experiencia. Talvez em Maio, quando voltar, rebobine as recordações e escreva qq coisinha.
ResponderEliminarBoa sorte nessa terra quente. *