Uso a metáfora das “montanhas” porque, receios, nervosismos, desconfianças e cepticismos obrigaram a mais de cerca de 150 e-mail’s (verídico) para motivar, incentivar e reunir uma turma que alinhasse.
À medida que os mail´s iam aumentando a sua soma, as contrariedades iam crescendo, ora era da chuva que se tinha feito sentir nos dias anteriores e que ia deixar o caminho impraticável, ora era da dificuldade em encontrar o caminho que era difícil, sendo necessário um guia pois supostamente nem Moçambicanos conseguem lá ir dar com facilidade, até um mail enviado indirectamente por terceiros a circular uma notícia de um poste de electricidade caído devido ao mau tempo e que tinha deixado a Ponta d’Ouro sem abastecimento recebemos...
Dos 44 que somos, alinharam 18 apenas com uma desistência dos que estavam confirmados, se virmos pelo prisma percentual, correspondem a 41%, o que não está nada mal (Influencias Gfk’ianas eheheh)!
Por portas e travessas, marcações e imprevistos, acabei por ter direito a um brinquedo especial, que em fotografia abaixo passo a apresentar.
Resumindo esta introdução, lá fizemos a viagem de 2h30 em direcção à fronteira junto à África do Sul, por caminhos cujos apenas 30 min de alcatrão contrastaram com a muita muita areia que atravessamos.
Foi a pura e verdadeira rallyzada, 3 Jipes em caminhos cruzados e muita curtição em plena África. Lá chegamos ao destino depois de uma viagem dura (as fotos nada ilustram aquilo por que passamos pois nas alturas mais intensas, todas as mãos eram poucas para nos segurarmos dentro do carro, não deixando espaço para maquinas fotográficas) mas sem grande dificuldade e com muita diversão.
Ficamos instalados em casa de uma colega da empresa onde estou, que albergava 12 e fomos recebidos pela mãe, que agora lá vive e foi extremamente hospitaleira.
Lá a qualidade de vida é outra!
A senhora D.Zita, explora para entreter o seu dia-a-dia, um pardieiro feito de madeira e canas, que providencia muita sombra, alberga 2 pares de mesas, um snooker e esconde arcas frigoríficas como se fossem baús que guardam Laurentinas, que são um verdadeiro tesouro neste calor.
Pertinho de casa, de frente para o mercado da vila e para uma das discos ali do sitio, foi o sitio perfeito para nos instalarmos nos nossos repastos e nas nossas private party’s.
A praia é uma enorme baía, óptima para desportos como surf e kite-surf.
Mais do mesmo, boa areia, água quente, praias lindas, vegetação a decorar os contornos...
Não estou a desfazer da praia nem do sitio, mas a descrição deixo-a a cargo das fotos.
Tive um camaleão na cabeça e vi macacos, a pouco e pouco começo a ver in loco a bicharada.
Conhecemos um grupo de Sul Africanos que têm idade para ser meus pais com um espírito excelente, prometeram-me casa na África do Sul quando quiser lá ir ver o Portugal Brasil.
Primeiro lançaram-nos a rede para a festa que estavam a fazer em volta da mesa de um tasco do mercado da Ponta d’Ouro mas no final, trocamos-lhes as voltas e por nós foram “pescados” para se juntarem à nossa festança no pardieiro da dona Zita.
Tal foi a confusão e a animação que o Mark até lá deixou a carteira comigo.
Soube a pouco, este pais merece ser explorado com tempo e com gosto e prazer pela descoberta.
Voltamos no dia seguinte logo após o descanso na praia da noite dura que enfrentámos e quando o sol violento nos sovava, fugimos pois esperava-nos a curtição da viagem de regresso ,que foi feita ao fim da tarde tornando as imagens muito mais bonitas.
Tudo teria sido perfeito não fosse a espera de 3 horas na fila para entrar no batelão de Catembe, compensada pelo enorme festão que se dava no cais entre o povão que esperava o batelão para atravessar e pelas palavras do jovem Davis, aspirante a pregador (bêbado) da Igreja Universal do Reino de Deus ou de outra crença semelhante.
A perfeição foi também abalada pela tentativa de assalto em andamento, embora frustrada, que resultou num vidro partido de um dos jipes da nossa comitiva. Enfim, dramas de quem viaja em África pela noite...


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