Serve o presente post para falar um pouco desses espinhos com os quais vou lidando no meu dia a dia, para que o meu blogue, não seja só sobre coisas de deixar a malta, que por ai anda a bater o dente nesse cantinho à beira mar plantado, roída de inveja.
A entrada na empresa é às 8h da manhã, hora do dia em que se sente um sol abrasador e um calor asfixiante muitas vezes...
O trabalho que tenho feito, tem me deixado os olhos em bico, pois à vários dias que trato um ficheiro extenso, desde o momento em que chego de manhã, até ao momento em que saio ao fim do dia.
"i'm so thrilled"...
Para alem disso, a minha lista de to-do's está bem recheada e a realidade do tempo disponível para os resolver é escassa.
Frustrating.
...tudo isto é à parte de o contexto "deste lado", ser completamente diferente e a dificuldade em encontrar referenciais ser grande, pois não existem grandes padrões a que pelo menos eu, estava habituado.
Mudando de "espinho" para o nosso Artur, que já apresentei em post's anteriores e que não é lamentavelmente um mestre da culinária.
Desde o primeiro dia em que na nossa casa começou a trabalhar, passei a não almoçar fora, devido à proximidade do sitio onde trabalho, à necessidade de poupar e ao fastio que já sentia em estar constantemente a comer fora, para passar à ração de atum do Artur.
Não houve um único santo dia em que o rapaz não me fizesse atum para almoço!
Arroz é também um acompanhamento que está sempre presente e feito desproporcionalmente a mais em relação aos elementos que este deve acompanhar.
Ora atum com arroz, ora com feijão e arroz, ora com feijão, milho e arroz, não havendo grande rotação nestas variações.
Ainda vou ganhar umas barbatanas...
Os fins-de-semana em Maputo, massacram com ressacas sofridas, a limitação de não termos meios para explorar, deixa-nos aqui entalados a definhar.
Este fim-de-semana contou com um jantarico "modesto" em casa da Cônsul e com a festa oficial da inauguração da nossa casa, que aproveito e coloco abaixo fotos melhores, para também a vós vos apresentar.
O ultimo "espinho" que fecha este Post, em jeito de coroa deste roseiral, é o de eu ontem ter sido assaltado!
A verdade é que me coloquei a jeito pois passeava em plena rua/zona do crime (muito no estilo das ruelas do Cais Sodré, degredo - versão África), com a maior descontracção da vida de mão dada com um pifo, que por acaso não posso dizer que fosse o maior da vida...
Resultado, choveram-me a mim e ao meu colega, uns 20 marmanjos em cima que me fizeram descolar os pés do chão, durante um instante demasiado rápido para a minha percepção e demasiado longo para a ausência de contacto com o solo, enquanto me debatia impulsionado por uma mistela de adrenalina e nervosismo toldados pela dificuldade de percepção, esperneando tentando defender sei lá eu o quê...
Adeus dinheiro, adeus telemóvel, adeus carta de condução, adeus cartões credito e multibanco, adeus cartão de cidadão, adeus carta de marinheiro, adeus certidão de residente em Moçambique...
Até um dia!
Espectacular, sem documentos, nem dinheiro virei clandestino.
A entrada na empresa é às 8h da manhã, hora do dia em que se sente um sol abrasador e um calor asfixiante muitas vezes...
O trabalho que tenho feito, tem me deixado os olhos em bico, pois à vários dias que trato um ficheiro extenso, desde o momento em que chego de manhã, até ao momento em que saio ao fim do dia.
"i'm so thrilled"...
Para alem disso, a minha lista de to-do's está bem recheada e a realidade do tempo disponível para os resolver é escassa.
Frustrating.
...tudo isto é à parte de o contexto "deste lado", ser completamente diferente e a dificuldade em encontrar referenciais ser grande, pois não existem grandes padrões a que pelo menos eu, estava habituado.
Mudando de "espinho" para o nosso Artur, que já apresentei em post's anteriores e que não é lamentavelmente um mestre da culinária.
Desde o primeiro dia em que na nossa casa começou a trabalhar, passei a não almoçar fora, devido à proximidade do sitio onde trabalho, à necessidade de poupar e ao fastio que já sentia em estar constantemente a comer fora, para passar à ração de atum do Artur.
Não houve um único santo dia em que o rapaz não me fizesse atum para almoço!
Arroz é também um acompanhamento que está sempre presente e feito desproporcionalmente a mais em relação aos elementos que este deve acompanhar.
Ora atum com arroz, ora com feijão e arroz, ora com feijão, milho e arroz, não havendo grande rotação nestas variações.
Ainda vou ganhar umas barbatanas...
Os fins-de-semana em Maputo, massacram com ressacas sofridas, a limitação de não termos meios para explorar, deixa-nos aqui entalados a definhar.
Este fim-de-semana contou com um jantarico "modesto" em casa da Cônsul e com a festa oficial da inauguração da nossa casa, que aproveito e coloco abaixo fotos melhores, para também a vós vos apresentar.
O ultimo "espinho" que fecha este Post, em jeito de coroa deste roseiral, é o de eu ontem ter sido assaltado!
A verdade é que me coloquei a jeito pois passeava em plena rua/zona do crime (muito no estilo das ruelas do Cais Sodré, degredo - versão África), com a maior descontracção da vida de mão dada com um pifo, que por acaso não posso dizer que fosse o maior da vida...
Resultado, choveram-me a mim e ao meu colega, uns 20 marmanjos em cima que me fizeram descolar os pés do chão, durante um instante demasiado rápido para a minha percepção e demasiado longo para a ausência de contacto com o solo, enquanto me debatia impulsionado por uma mistela de adrenalina e nervosismo toldados pela dificuldade de percepção, esperneando tentando defender sei lá eu o quê...
Adeus dinheiro, adeus telemóvel, adeus carta de condução, adeus cartões credito e multibanco, adeus cartão de cidadão, adeus carta de marinheiro, adeus certidão de residente em Moçambique...
Até um dia!
Espectacular, sem documentos, nem dinheiro virei clandestino.
O nascer do sol na varanda do meu quarto e a sua vista ao meio dia respectivamente.

Não sabia que tinhas tanta habilidade para escritor...
ResponderEliminarÓ Manel, então os tempos do verbo haver não são sempre com h?
ResponderEliminarBem ao jeito Moçambicano... "Hão de ser!!"
ResponderEliminarEntão não pões mais nada de novo?
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